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Faroeste: desembargadora cita pagamento de propina a Coronel e detalha participação de Maurício Barbosa

Por Juliana Nobre e Alexandre Galvão no dia 14 de out - 16h15 |

Faroeste: desembargadora cita pagamento de propina a Coronel e detalha participação de Maurício Barbosa

A delação da desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia, Sandra Inês Rusciolelli - investigada pela Operação Faroeste que apura o maior esquema de vendas de sentenças judiciais no Brasil, envolvendo grilagem de terra na Bahia, cita os nomes do senador Angelo Coronel e do ex-secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa. 

A primeira delação premiada de uma desembargadora no Brasil detalha o pagamento de propina ao então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Coronel, que teria recebido R$ 600 milhões para intermediar acordos. 

O documento destaca que o senador “mediante coação aos produtores rurais que perderam a propriedade e a posse de suas terras, de forma ilegal, pela organização criminosa, que contou de forma decisiva com agentes, previamente designados para convalidar judicialmente a pretensão espúria e reprovável do grupo. À época dos fatos comentou-se abertamente no TJBA que Angelo Coronel tinha recebido uma aeronave como pagamento como sua atuação, fato não muito difícil de provar, pois as compras de aeronave constam do cadastro e não são de grande numero, podendo nesse sentido, inclusive, saber se a origem do pagamento pela aquisição”.

A delatora ainda aponta que "objetivamente acerca da participação efetiva do mencionado parlamentar, os colaboradores anexam como provas matérias jornalísticas, incluindo neste rol uma elaborada pela própria Assembleia Legislativa, que atestam efetiva participação dele".

Sandra Inês ainda detalhou a participação de Barbosa no esquema. Segundo a desembargadora, o ex-secretário “sempre deu suporte ao presidente Gesivaldo [Britto], além de ser muito amigo da desembargadora Maria do Socorro [Santiago]. O secretário Mauricio Barbosa indicou seu parceiro e fiel escudeiro, o Ten. Coronel PM Marcos Antonio Lemos, que foi nomeado para atuar desde 1º de fevereiro de 2018, no TJBA, compondo o braço armado, liderado pelo dito secretário”. Barbosa ajudaria no arquivamento de decisões desfavoráveis ao falso consul Adailton Maturino”. 

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